" Há mais solidão num aeroporto
que num quarto de hotel barato,
antes o atrito que o contato."
(Zeca Baleiro)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Saudade

Às vezes penso que a saudade é uma forma de fugir da realidade para viver o passado.
Às vezes penso que a saudade é um modo diferente de reconstruir o presente.
Mas acabo concluindo... Que é só uma maneira de construir o futuro.
Um futuro nostálgico! Cheio de sonhos...
Sonhos que foram fomentados por sonhos que já se foram.
Acordo e vejo chão... Só o chão. O chão de meu presente. Um chão de saudade...
Saudade do nosso chão! Apenas saudade. Apenas ilusão.

[/Desculpe-me. É apenas saudade...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Maré...



Surgiu de forma vestigial, como maré baixa, as primeiras ondas eram pequenas e mansas, mas sempre traziam tranquilidade e aos poucos foram me desarmando.

O evoluir não demorou muito a iniciar, cada vez que ondas quebravam em mim, te deixavam mais marcado no meu peito. De repente, nos tornamos como temporal, onde tamanha força da água, assim como faz com a areia da praia, bagunça meu cabelo, trazendo até mim um mundarel de impactos, a roda viva dos sentimentos, é como se por sorte, tivessem sido sorteados os melhores e depois nos entregado num pacote um presente dado pela imensidão dos oceanos.

E aqui estamos nós, imergidos em amor e seguros, as boas e ruins tempestades vieram e chegaram ao fim, debaixo desse tipo de oceano, nada nos pode atingir.



Foto: Queila Ramos, in Mosqueiro.

Lá em Bragança, Mano.



“E o que vai ficar na fotografia
são os laços invisíveis que havia.
Histórias, bebidas, sorrisos e
afeto em frente ao mar (ou bar)”






Foto: Mylena Santana.
Pessoas na Foto: André Butter e Jassar Protázio.

domingo, 3 de julho de 2011

Sentir

(Foto: André Butter)


O sentir é muito peculiar de cada um, porque não existe percepção igual. Os sensíveis sentem demais... e como sentem... outros não se permitem tanto o privilégio. O sentir é diverso: é leve e pesado, é calmo e intenso, é amor e ódio, é paz e inquietação, afago e até mesmo solidão. Não importa o que seja, o sentir é bom, é estar vivo e consequêntemente dramatizar aquilo com o qual nos envolvemos nessa roda gigante, assustadora e cômica da vida. Além de tudo o sentir é relativo, hoje juras amor, amanhã juras ódio eterno. A verdade é que não existe algo definido, amor só é amor até a roda girar de novo e refazer a louca mistura dos sentidos e sentimentos. Bom é quando damos a sorte do mesmo, amor em dobro é demais!
Existem sentidos que devem ser recebidos, levemente absorvidos para o nível da experiência e logo dissipados. É o caso do peso, da amargura, da inquietação. Esses só são admitidos quando é um peso, uma amargura ou uma inquietação de saudade. Mas existem alguns dos quais não existem dosagens máximas: o querer bem, o amar e o cuidar são exemplos desde que sejam recíprocos. Esses são sempre mesclados com alguns sentimentos não tão bons, mas necessários para completar o todo, como o ciúme, ou o amor simplesmente vai perdendo a graça.
Cada sentido lembra uma cor, os mais quentes e vermelhos, os claros e carregados de paz até os cinzas e cheios de tédio. Tom por tom vamos formando a aquarela que nos convém, até obter um sentido fundamental à todos, a satisfação com os próprios sentimentos.



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terça-feira, 28 de junho de 2011

Como já dizia o Poeta Carpinejar:
"Liberdade na vida é ter um amor para se prender..."
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Que verdade!



domingo, 19 de junho de 2011

O Reggae



Quando a música perpassa meus ouvidos lentamente
e os quadris rebolam numa natureza peculiar
eu danço reggae.
Quando a melodia típica e conhecida me influi de maneira tal,
que nem o cansaço consegue me fazer parar
eu danço reggae.
Quando os corpos se encontram sem aviso prévio, sem pudor nenhum,
sincronizadamente no calor daquele momento
eu danço reggae.
Na beira do rio, em toca de madeira, nas palafitas
onde a natureza puder nos alcançar
dança-se reggae.
Corpo a corpo, com uma sensualidade tamanha
que corrompe minha alma
danço o reggae.
Quando sinto o fervor inexplicável dentro de mim
e tudo de ruim sumir...
danço reggae.
Quando nada importar
desprendo-me por completo... e danço...
Quando, por fim, o prazer atinge a crista
você saboreia a presença de seus amigos, de seus amores,
da natureza, da poesia e da beleza.
É quando tudo respira a reggae.


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quarta-feira, 8 de junho de 2011

A modéstia é a vaidade escondida atrás da porta.




Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares.

Quinta-essência de cantares...
Insólitos, singulares...
Cantares? Não! Quintanares!

Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre os teus cantares
Como flor de quintanares.

São cantigas sem esgares.
Onde as lágrimas são mares
De amor, os teus quintanares.
São feitos esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzem estrelas luares.

São para dizer em bares
Como em mansões seculares
Quintana, os teus quintanares.

Sim, em bares, onde os pares
Se beijam sem que repares
Que são casais exemplares.

E quer no pudor dos lares.
Quer no horror dos lupanares.
Cheiram sempre os teus cantares
Ao ar dos melhores ares,
Pois são simples, invulgares.
Quintana, os teus quintanares.

Por isso peço não pares,
Quintana, nos teus cantares...
Perdão! digo quintanares.

Que eu vou passando e passando,
Como em busca de outros ares...
Sempre de barco passando,
Cantando meus quintanares...

- Mario Quintana.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Do lado de dentro dela.

Não que ela seja assim tão especial.
Não é questão de jeito, nem de defeitos.
É questão de carinho e afeto.
Não tem nada haver com a pressa dela.
Tem haver com sua indiferença.
Você sempre vai pensar que a culpa é dela e sua personalidade
ou da sua incompreensão.
Não é.
Acho que ela precisa, de demostração.
Acho que ela precisa que os outros saibam que você a ama.
Porque às vezes, nem eu sei se você a ama...
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