" Há mais solidão num aeroporto
que num quarto de hotel barato,
antes o atrito que o contato."
(Zeca Baleiro)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Palhaçada



Fizeram-me de palhaça
jogaram-me neste buraco
e chamaram isto de terra.

Hoje estou amedrontada
transtornada e sem reação
nao sei como sair daqui.

Eles continuam a chegar
assim como eu
mais palhaços são mandados pra cá.

Com o tempo, sinto que nao há mais espaço
vejo que isso nao é mais vida
mas não tenho pra onde ir.

Iludiram-me com deuses
fizeram-me de escrava
acho que essa tal de sorte
não existe, pois eu nunca a presenciei.

Eles continuam aqui
nos vigiam o tempo todo
mas nao adianta mais
o mundo anda super-lotado
impossível existir paz.



'J. Luz.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Deus:

Pra variar, estranho.


A vida como sempre, esquisitísima. Acontecem coisas tristes comigo, muito tristes, mas mesmo assim eu fico com uma sensação muito forte mais ou menos assim: ‘É pra ser assim. Assim vai ser melhor…’ , e realmente eu concordo.

O ruim é que essas coisas mudam totalmente o rumo das outras. Tenho que ficar replanejando minha vida milhões de vezes. E isso é muuuuuuuuuuito muuuuuuuuuuuuuito, mas muuuuuuuuuuito foda, caralho. hehe. *Desculpem tantos palavrões*. Já pensou, hehe? Viver o tempo todo sem saber o que fazer… é por isso que a palavra da minha vida neste momento é: ‘Turbilhão!’. E o que fazer com essa situação toda? Sei lá. O que fode mais ainda é a falta de apoio de algumas pessoas que eu amo muito e que também dizem que me amam. Que forma estranha de amar… mas isso agora nem vem ao caso, e nunca virá. Uma icógnita na minha vida! E vai continuar sendo… o que tenho que fazer é esperar e ver, se essas pessoas aprendem ou se vou ter que excluí-las da minha vida. E realmente acredito que a primeira é a que vai acontecer, torço muito por isso! Enfim..!

Desejo muita sorte pra mim, e pra todos nós. E que Deus nos ajude!




Amém!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O SINAL




Um simples sinal
Mostra uma
realidade sagrada

Apenas
Perceba
Busco o perceber

Intimista ser
Embora que
o envolvimento

Seja Universal
Necessitando
do abandono

Desprender-se
Desapego
Só ser



- Jéssica Luz.

sábado, 15 de janeiro de 2011

TU




No teu colo manso, descansar suave.
Respirando tuas frases palavras encantadas
E agora mesmo em um só desejo, reparto-me ao meu avesso.

Escrevendo em letras manchadas o orgulho que
meu peito faz engolir
E tu á me querer, eu á ti ter
E nós, no vai e vem

E vens, para não mais ir...

Espero-te, e me faço a ti como no primeiro olhar que te dei
Como no primeiro beijo que de mim foi teu
E como no meu corpo, á suas mãos estirar.

Tenha-me, envolva-me

Ainda estou aqui...
Á sua conquista, venhas logo
Tenho anseios e não posso esperar.


- Jéssica Luz.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Alguém...!



Às vezes queremos alguém pra compartilhar aquele momento.
Alguém pra tirar aquela foto juntos...
Alguém pra estar junto na hora de dormir...

Às vezes você sente falta até de alguém com quem conversar, alguém com
quem sonhar, alguém para amar.

Às vezes so queremos encontrar... Alguém!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Te lembra alguém?





Carta de um escritor africano anônimo: Meu irmão branco... Quando eu nasci, eu era negro. Quando eu cresci, eu era negro. Quando eu pego sol, eu sou negro. Quando eu estou com frio, eu sou negro. Quando eu estou com medo, eu sou negro. Quando eu estou doente, eu sou negro. Quando eu morrer, eu serei negro.

E você Homem Branco, Quando você nasceu, era rosa. Quando você cresceu, era branco. Quando você pega sol, fica vermelho. Quando você fica com frio, fica roxo. Quando você esta com medo, fica amarelo. Quando você fica doente, fica verde. Quando você morrer, virará cinza.

Depois de tudo isso Homem Branco, você ainda tem o topete de me chamar de homem de cor?

Autor desconhecido.

Texto da página de recados de André Butter, enviado por Raíssa Bahia.

sábado, 8 de janeiro de 2011

O vento leva

eu cantei...
cantei de um pássaro uma felicidade sem igual,
eu chorei...
chorei por não saber voar sem o gosto de tuas asas,
eu amei...
indescritivelmente amei teu colo no meu rosto, e meu rosto no teu corpo,
eu vivi...
o que há tempos eu não sabia existir da vida,
eu dormir...
enquanto tudo acontecia, eu dormindo fiquei até que tudo tivesse seu fim,
eu varri...
joguei para debaixo do tapete tudo o que me fazia mal, e assim nunca me conheci de verdade,
eu trabalhei...
trabalhei em mim, para tentar ser bem melhor ao lado teu, e de nada consegui.
eu busquei...
busquei meus erros, para nunca ser injusta contigo,
eu lavei...
lavei meu corpo para me entregar a ti, pura, nua, tua...
eu fui feliz...
e como toda felicidade humana tende a acabar...
eu acabei...
acabei com o que não me faz mais bem.

eu fui virgem, eu fui anjo, eu fui mãe, eu fui mulher, eu fui amiga,
eu fui...





- Jéssica Luz




terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Eles bailam...


No meio de um centro estende-se a fé de pessoas
que bailam em sincronia, buscam no limite de
seu corpo a meditação, para tornar de suas almas
um plano segundo.

E nesse corpo em terra, dá lugar
a outro espírito invocado por preces, sacolejar de maracás,
cânticos ao toque de tambores.

Suas ervas ganham vida ao chão e fazem lembrar o caminho
de mata virgem, pelo qual muitos deles caminharam em sua vidas terrenas.

Frutas aos pés de bonecos elegantemente vestidos que reluzem
vida sobre um gesso em faces. Luzes por todos os lados
com seus panos brancos, tão brancos que faz lembrar nossas idéias
de paraíso (que ninguém ao certo sabe se existe ou não!!!)
Eles bailam...

Usam (as moças) o charme de suas filhas de almas, e bailam
parecendo flutuar sobre o chão, espalhando os mais puros perfumes,
e os moços bem trajados buscam em seu próprio universo o ser másculo
arrojo, força e vigor...

O silêncio... Se torna inexistente... Ao toque de tambores
Eles bailam...

A platéia aplaudi delirante, refletindo seus mesmo
cânticos, gritos em linguagens desconhecidas. Uma taça, uma fonte de cristal
pirâmides, amuletos, guias e brajas, senzalas e quelês...

Lá fora a chuva vai se abrindo,
e dentro dessa rodas, como uma energia vital que nossos olhos
não nos permitem enxergar, vai descendo sobre aquelas entidades
de força vinda da natureza.
Eles bailam...



Jéssica Luz.

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